ansioso caminha o poetapor ruas, conhecidas e detalhes nunca observados.
cumprimentos e palavras rápidas em meio o ar poluído
tropeços despercebidos
mãos esquentam no bolso da calça batida
é frio e quente poeta não sabe o que sente.
onde estou, para onde vou, qual será minha poesia-nova?
pessoas nas janelas, crianças ou cadelas.
não assiste novelas.
de encontro à casa vai contando passos
lembrando talvez, os que foram dados.
caminha sensível na depressão,
um flamejante solitário.
ansioso?
danúbia pessoa






