terça-feira, 29 de julho de 2008


parágrafo escrito
no osso ruído
em pleno tentar distraído


D.Pessoa

segunda-feira, 28 de julho de 2008


estas vagas palmas...
acredito (?), que sejam
para poetas mudos
e mortos
onde jaz
seus escritos
famintos
vermes versos


D.Pessoa

terça-feira, 22 de julho de 2008


se o mar...
ex-tivesse por dentro
não produziria
ondas
apenas micro.


D.Pessoa

terça-feira, 8 de julho de 2008

parar de ler
livros de leitos
feitos (?)

com dedos
tortos

D.Pessoa

quarta-feira, 2 de julho de 2008


as diferenças
nos assemelham
socorro!
olha lá no morro
esta reluzindo
os fracos vazios
cheios de gotas mortas
de nossas lágrimas secas.


D.Pessoa

terça-feira, 1 de julho de 2008

so.lu.ço.
ÁGUA
s i l ê n c i o...


D.Pessoa

sexta-feira, 27 de junho de 2008

levei dois pontos na testa
foi um acidente
pulei de cabeça nas letras.

D.Pessoa

nos relances de cada piscada
vejo (?)
seus vultos...
muitos!
uma angustia então me invade
sinceridade!
queria muito dois palitos de fósforo


D.Pessoa

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Foto: Ivan Loyolla

sábado, 21 de junho de 2008

noite noturna

toco o vadio violão vil
em meio à brisa noturna
dou uma grosseira golada
nas melodias nuas e cruas

ligo a tela azul da tv
nada no mundo me interessa
desligou a tela azul da tv
com minuciosa pressa

tento o domínio dormir
mas o sono nervoso não vem
os carneirinhos ficam
num tenebroso vai e vem

minha corretiva cerca
não existe?!
foi feita
sobre lama fresca

vejo a luz, janela iluminar;
a do luar, lerdo, lamber;
as estrelas e depois...
adormecer


D.Pessoa