sábado, 27 de dezembro de 2008


escrevo numa madrugada chuvosa e companheira
escrevo não sei porque e nem para quem
talvez para essa minha vontade avassaladora de caçar palavras em meio a milhares de caçadores
de unir palavras enfim tocantes
ou até mesmo de tentar passar para o papel esse "coisa" que há dentro de mim...
circulando por entre minha finas veias
retendendo meu olhar para as coisas belas
escrevo... enfim sem sentido próprio
porque sei que amanhã outra "coisa" tomara conta de mim...
e talvez não seja esta inspiradora dor...


D.Pessoa

terça-feira, 23 de dezembro de 2008


não me sustento mais nas minhas pernas
já não tenho só dois pés
não sei qual o caminho de um novo começo
ou o direção de um novo fim
em qual esquina trombei com meu destino
e nem o vi
não sabia o que era “ode” além do ódio por mim
não estou mais presente em nada, à presença nunca esteve em mim
lágrimas não rolam em meu rosto
sorrisos não contagiam minha boca

agora você sim, conduz meus sólidos pensamentos.
D.Pessoa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


devo dormir para descansar a cabeça, o corpo e a alma;
e enfim... sonhar com você;
nós no dia marcado com a ansiedade consoladora
você! faz isso comigo

furei com amigos
pelo tanto que te amei e... amo
ainda não és tarde meu amor, o sol ainda nasce
brigo comigo todo dia pelo nosso fim
mais o importante é te ver
sem saber se... (você sabe!)
guardados, presentes e as lembranças.
amo-te minha donzela delicada
e fim... sem seus braços.





D.Pessoa

domingo, 30 de novembro de 2008

Foto: Ivan Loyolla
Era uma vez pequenas gotículas sobre finas linhas de um ser... vistas por um olho de um sábio...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

...família pessoa...

Hoje eu acordei..., que bom, se não eu estaria morta. A morte é algo engraçado, não é?!. As pessoas brincam com ela, falam dela, como se ela realmente fosse alguém. Mas, quando ela vem ninguém entendi, procuram soluções, desculpas, respostas e quando não encontram piram. Eu muitas vezes não vou mentir já desejei morte para muitas pessoas. E porque?. Por um leve momento de raiva, pois a raiva é a condutora de muitas fatalidades que vemos a todo o momento nos meios de comunicação. O fato é que se torcermos a tv uma enorme poça de sangue surgiria em baixo de nossos pés.
Talvez meu interesse pelo assunto seria diferente se eu não tivesse presenciado tantos momentos de dor de parentes que perderam parentes. Sempre pensei como seria perder um ante tão próximo, pois nunca havia presenciado nenhuma morte na família, na verdade desde que eu nasci nenhum parente meu faleceu. Ocorria até uma brincadeira que ninguém na nossa família se casa e nem morre. Isso era engraçado até dois tios meus faleceram em menos de três meses. Tia Lúcia e Tio Tarcisio faleceram no ano de 2007, um em janeiro logo após as festividades do ano novo e o outro em março, respectivamente. Lembrei-me das águas de março fechando o verão, que para nós seria lágrimas. O ano de 2007 foi muito corrosivo para a tão querida família Pessoa.
Não sei, a partir daí meu interesse pelo assunto tão fatídico sobressaiu minha mente. Sei que um dia eu vou morrer é fato, e o foda é não saber quanto tempo me resta. Se vou ter filhos e deixá-los órfãos, um viúvo tarado dizendo por ai que eu não prestava. Ai! Entenderam? É meio que situações como essas.
E desta forma cheguei a uma conclusão pretensiosa, não vou me casar (viúvos tarados, bêbedos, indigentes, segredos, fotos, fatos, privacidade, intimidade e etc...) e nem ter filhos (órfãos, madrastas, perigo, analfabetismo, dor, saudade, necessidade etc...) no máximo um cachorro daqueles bem grandes (pra botar medo mesmo), morar sozinha (hum! e sempre com muitas visitas rs) em uma casa pequena para evitar bagunça, com muitas prateleiras para meus muitos livros (espero que algum feito por mim).

Bom, mas enquanto isso não acontece, vou ficar aqui na minha, pensando no tão programado futuro, esperando o abraço fatal da morte e as lágrimas forçadas.

Por uma integrante pouco assídua (eu)

AMOR: único animal indomável.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008


navegantes pensamentos dantes
deslumbrantes pensamentos dentes
na escrita falada do ser
o “si” se desloca
almeja dores e amores
lateja mentes e doentes
e termina entre o ócio e as vítimas
D.Pessoa

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

E ela se sentiu inexistente após novamente cometer o ato tão “querido” e ao mesmo tempo se pensado impróprio. O barulho do som alto e a todo o momento mudado, a conversa e risadas altas das pessoas já totalmente a vontades e o vento que entrava pelas menores frestas possíveis batia sobre seu corpo lhe dando uma sensação de frescor ocasionado pelo calor do momento. Fechou os olhos e aos poucos ouvia o seu coração em conjunto com os passos apresados em direção ao local de alivio absoluto. Ela novamente estava num labirinto entre o antes e o depois, de agir como quer ou permanecer com suas vontades intactas. Suas sensações estavam impacientes. Seus pensamentos estavam elevados com a ajuda de elementos de “animação” e leveza. Estava feliz por tê-lo em seus braços, como um feto de uma mãe eternamente grávida. Olhando-o com verdadeiros olhos, registrando tudo para os momentos mais fracos de alegria, guardando aquilo que em outros tempos seria o que ela mais desejava para si e com o passar do tempo concordou que as melhores coisas do mundo têm que ser dividido, explorado, consumido aos poucos por ela e por demais seres comuns e iguais que captam a mesma sensação de “tudo” quando o absorve. Neste momento ela escreve, dele talvez. Passando para o papel a inspiração em forma de um homem.
D.Pessoa

sexta-feira, 24 de outubro de 2008


ANOITECEU!
E EU NEM REPAREI...
AMANHECEU!
E EU NEM ESPERADA...
OS DIAS PASSAM RÁPIDOS!
E EU NADA FAÇO...
D.PESSOA

quarta-feira, 22 de outubro de 2008


v e n t o
leve contigo
meus tormentos


D.Pessoa